A Companhia Elétrica Nacional anunciou colapso na rede elétrica, agravado por bloqueio de petróleo dos EUA.
16 de Março de 2026 às 17h44

Cuba enfrenta novo apagão total, deixando 10 milhões sem energia em meio a crise

A Companhia Elétrica Nacional anunciou colapso na rede elétrica, agravado por bloqueio de petróleo dos EUA.

Cuba sofreu um apagão total nesta segunda-feira (16), resultando na interrupção do fornecimento de energia para cerca de 10 milhões de pessoas. A Companhia Elétrica Nacional (CEN) confirmou que a rede elétrica entrou em colapso, em meio a uma intensa crise de desabastecimento que o país enfrenta devido ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.

De acordo com as informações iniciais, a CEN informou que está implementando protocolos para o restabelecimento da energia. Em um comunicado na rede social X, a União Elétrica Cubana declarou: “Ocorreu uma interrupção total de energia no Sistema Elétrico Nacional. Os protocolos de restabelecimento estão sendo implementados”.

Esse é o sexto apagão que atinge o país em um período de um ano e meio, conforme relatado pela agência de notícias EFE. A situação se agrava em um contexto de crise econômica, onde a escassez de combustíveis tem levado as autoridades a impor apagões rotativos e limitar serviços públicos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA podem em breve chegar a um acordo com Cuba ou tomar outras medidas, sinalizando que as relações historicamente tensas entre os dois países podem estar em um ponto de mudança. Trump declarou: “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer”.

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As tensões entre Washington e Havana aumentaram após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, considerado o principal aliado de Cuba. Desde então, os EUA intensificaram a pressão sobre a ilha, cortando o fornecimento de petróleo venezuelano e ameaçando tarifas a países que comercializam petróleo com Cuba.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que o país iniciou conversas com os Estados Unidos, buscando soluções para as diferenças bilaterais. Em um vídeo exibido pela televisão estatal, Díaz-Canel expressou esperança de que as negociações possam afastar os dois países do caminho da confrontação.

A crise energética de Cuba é uma consequência direta das interrupções no fornecimento de petróleo, vital para o funcionamento das usinas de energia e dos transportes. A falta de combustíveis tem gerado descontentamento popular, com protestos ocorrendo em resposta às constantes interrupções de energia.

Recentemente, Trump fez declarações sugerindo que Cuba está à beira do colapso e que a ilha estaria disposta a firmar um acordo com os EUA. Ele mencionou a possibilidade de uma “tomada amigável” em relação a Cuba, embora tenha deixado claro que essa abordagem poderia não ser tão amistosa.

Apesar do diálogo renovado, as diferenças entre os dois governos permanecem significativas. Autoridades americanas indicaram que qualquer alívio na pressão dependerá de concessões políticas e econômicas de Havana, enquanto líderes cubanos insistem que as negociações devem respeitar a soberania da ilha.

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