José Luis Oliveira Lima, novo defensor de Vorcaro, se encontrou com o ministro André Mendonça para tratar de delação no caso Master.
18 de Março de 2026 às 17h14

Novo advogado de Daniel Vorcaro se reúne com Mendonça para discutir delação

José Luis Oliveira Lima, novo defensor de Vorcaro, se encontrou com o ministro André Mendonça para tratar de delação no caso Master.

José Luis Oliveira Lima, o novo advogado de Daniel Vorcaro, teve uma reunião na última terça-feira com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro teve como foco a possibilidade de uma delação premiada por parte do banqueiro, que está sob investigação.

Conhecido como Juca, Oliveira Lima possui um histórico de delações, incluindo a de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que implicou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato. A experiência do advogado levanta expectativas sobre o que Vorcaro poderia revelar em uma eventual colaboração com a Justiça.

Na semana passada, Pierpaolo Bottini e Roberto Podval, que anteriormente defendiam Vorcaro, deixaram o caso, o que abriu espaço para a nova abordagem de Oliveira Lima. A mudança na defesa ocorre em um momento em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia iniciado tratativas para uma possível delação, embora essas negociações ainda estivessem em estágio inicial.

Fontes próximas ao caso indicam que a possibilidade de um acordo de delação com a Polícia Federal (PF) é considerada mais viável neste momento, em comparação com a PGR. A PF, segundo essas fontes, possui informações mais detalhadas sobre o caso, o que poderia facilitar a colaboração de Vorcaro.

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Além disso, a relação entre o ministro Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem sido tensa, especialmente após a PGR não ter autorizado a prisão de Vorcaro. Essa situação pode influenciar o andamento das negociações e a estratégia de defesa do banqueiro.

O inquérito 5.026/DF, que investiga irregularidades no Banco Master, foi prorrogado por 60 dias pelo ministro Mendonça, atendendo a um pedido da PF. Essa prorrogação visa aprofundar as investigações e coletar mais provas sobre a estrutura societária do banco, especialmente em relação a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem figuras influentes do Judiciário e do Legislativo.

A PF argumenta que o prazo adicional é crucial para concluir a análise de documentos e dados bancários apreendidos, o que pode ser determinante para a elucidação dos fatos. A pressão sobre o Banco Master aumenta à medida que a comissão parlamentar avança em suas investigações, colocando o banco em uma posição delicada.

Com a expectativa de que Vorcaro possa delatar, o cenário se torna ainda mais complexo, e as próximas semanas serão decisivas para o desfecho deste caso que envolve interesses políticos e financeiros significativos.

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