Defesa do banqueiro nega tratativas, enquanto investigações sobre fraudes seguem.
12 de Março de 2026 às 13h54

Daniel Vorcaro busca acordo de delação premiada com PGR e PF após prisão

Defesa do banqueiro nega tratativas, enquanto investigações sobre fraudes seguem.

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, iniciou conversas com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) para discutir a possibilidade de um acordo de delação premiada. Essas sondagens ocorreram logo após sua prisão, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na semana passada.

A informação sobre essas tratativas foi inicialmente divulgada por fontes do UOL e confirmada por outros veículos, incluindo o Estadão. No entanto, a defesa de Vorcaro refutou as alegações, classificando-as como “inverídicas” e afirmando que visam prejudicar a defesa do banqueiro em um momento delicado.

As conversas, que ainda estão em uma fase inicial, não resultaram na assinatura de um termo de confidencialidade, documento que formaliza o início de negociações desse tipo. A expectativa é que, caso as tratativas avancem, a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja a responsável por conduzi-las, com a participação da PF na coleta de depoimentos.

O andamento das negociações está condicionado ao julgamento sobre a liberdade de Vorcaro, que está previsto para ocorrer no plenário virtual do STF na próxima sexta-feira, 13. Fontes próximas ao caso indicam que a defesa do banqueiro está preocupada com as condições rigorosas da Penitenciária Federal de Brasília, onde ele se encontra atualmente, o que pode ter influenciado sua disposição para considerar um acordo.

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Após sua prisão em São Paulo, Vorcaro foi transferido para a penitenciária federal e, segundo relatos, expressou descontentamento com a situação, indicando que não pretende passar longos períodos em prisão preventiva. Sua defesa solicitou que as visitas ao empresário não sejam gravadas ou monitoradas por câmeras, uma prática comum em unidades prisionais desse tipo.

Embora a defesa tenha negado a existência de negociações, a possibilidade de um acordo de delação premiada ainda está em discussão. Fontes afirmam que Vorcaro teria manifestado a intenção de colaborar com as investigações para reduzir sua pena, mas até o momento não houve qualquer documento oficial assinado nesse sentido.

As investigações que envolvem Vorcaro estão relacionadas a supostas fraudes financeiras e a um esquema de intimidação e coação contra desafetos, que incluem o uso de violência. O banqueiro é acusado de operar uma “milícia privada” para ameaçar testemunhas e jornalistas que criticavam suas ações.

Além disso, a situação de Vorcaro é acompanhada de perto por políticos de diversos partidos que temem que uma eventual delação possa implicar autoridades de diferentes esferas do governo. A pressão política em torno do caso aumenta à medida que se aproxima a data do julgamento, que pode determinar o futuro do banqueiro e o desdobramento das investigações.

Com a continuidade das investigações e a expectativa em torno do julgamento, o cenário para Daniel Vorcaro permanece incerto, enquanto sua defesa luta para garantir seus direitos e contestar as acusações que pesam contra ele.

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