O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,90% em 12 meses, segundo o IBGE.
26 de Março de 2026 às 09h51

IPCA-15 apresenta alta de 0,44% em março, impulsionado por alimentos e despesas pessoais

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,90% em 12 meses, segundo o IBGE.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou um aumento de 0,44% em março, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,84%.

Com essa variação, o IPCA-15 acumula alta de 1,49% no ano e 3,90% nos últimos 12 meses, uma queda em comparação aos 4,10% registrados até fevereiro. O índice ficou acima da mediana das previsões de mercado, que apontavam para uma alta de 0,29%, e próximo do teto de 0,48%.

A alta do índice em março foi impulsionada, principalmente, pelos grupos de Alimentação e Bebidas, que apresentaram um aumento de 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual (p.p.) para o resultado geral. Outro grupo que exerceu influência significativa foi o de Despesas Pessoais, com alta de 0,82%, contribuindo com 0,09 p.p.

Dentro do grupo de Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio teve um aumento expressivo de 1,10% em março, após uma alta de apenas 0,09% em fevereiro. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,35%, embora tenha registrado uma alta maior de 0,46% no mês anterior.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os preços de Transportes também apresentaram variação, subindo 0,21% em março, após uma alta de 1,72% em fevereiro. Esse grupo contribuiu positivamente com 0,04 p.p. para o IPCA-15.

Os combustíveis, por sua vez, tiveram uma leve queda de 0,03% em março, após um aumento de 1,38% no mês anterior. A gasolina, especificamente, caiu 0,08%, enquanto o etanol recuou 0,61% nesta leitura, após uma alta de 2,51% em fevereiro.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil e serve como um indicador importante para a análise da evolução dos preços ao consumidor. Os dados são coletados em diversas regiões do país, refletindo a variação de preços em diferentes contextos econômicos.

De acordo com as informações do IBGE, dez das onze áreas analisadas apresentaram alta em março. A maior variação foi observada em Recife, com 0,82%, impulsionada pelas altas do tomate (46,27%) e da gasolina (1,37%). Em contraste, Curitiba apresentou a menor variação, com uma queda de 0,06%, devido à redução nos preços de emplacamento e licença (-4,83%) e das frutas (-3,78%).

Esses dados são fundamentais para a compreensão da dinâmica econômica do país e ajudam a orientar decisões de política monetária e fiscal, além de influenciar o planejamento financeiro de famílias e empresas.

Veja também:

Tópicos: