O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,44% em março, acima da mediana das projeções de 0,29%
26 de Março de 2026 às 12h27

IPCA-15 registra alta de 0,44% em março, superando expectativas do mercado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,44% em março, acima da mediana das projeções de 0,29%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) apresentou um aumento de 0,44% em março, conforme dados divulgados na manhã desta quinta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado superou a mediana das estimativas, que apontavam para uma alta de 0,29%, e se aproximou do teto das projeções, que era de 0,48%. O piso das expectativas estava fixado em 0,24%.

Em um período de 12 meses, o IPCA-15 acumulou uma alta de 3,90%, também acima da mediana das previsões, que era de 3,74%, e mais próximo do teto de 3,94%. O piso das estimativas para este indicador era de 3,65%.

O aumento de 0,44% registrado em março foi o mais significativo para o mês desde 2024, quando o índice havia subido 0,36%. Em março de 2025, o IPCA-15 havia registrado uma alta de 0,64%.

Os dados revelam que a pressão inflacionária em março foi impulsionada principalmente pelos itens de alimentação e bebidas, que tiveram um aumento de 0,88%. Este grupo foi responsável por um impacto de 0,19 ponto percentual no IPCA-15. Outros grupos que contribuíram para a alta foram as despesas pessoais, que subiram 0,82%, e a habitação, que teve um aumento de 0,24%.

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O aumento nos preços dos alimentos foi significativo, com destaque para variações como a do açaí, que subiu 29,95%, e do feijão-carioca, que teve uma alta de 19,69%. Por outro lado, alguns itens, como o café moído e as frutas, apresentaram quedas nos preços.

O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil. Ele é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, abrangendo diversas regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

O índice de difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços, subiu de 62,7% em fevereiro para 63,2% em março, indicando uma maior disseminação da inflação entre os itens pesquisados.

Com a divulgação do IPCA-15, o mercado financeiro já começa a ajustar suas expectativas para o índice oficial, que será divulgado pelo IBGE em 10 de abril. A meta de inflação estabelecida pelo Banco Central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

A alta da inflação, que já vinha sendo monitorada, pode ser afetada por fatores externos, como a recente escalada de tensões no Oriente Médio, que impacta os preços globais de commodities, incluindo o petróleo.

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