Senador Alessandro Vieira anuncia assinaturas para prorrogação da CPI do Crime Organizado
Com prazo até 14 de abril, CPI busca mais 60 dias para concluir investigações sobre fraudes financeiras.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, anunciou neste domingo (5) que obteve as assinaturas necessárias para solicitar a prorrogação dos trabalhos do colegiado. A CPI, que investiga fraudes financeiras e crimes relacionados ao crime organizado, tem seu prazo inicial encerrando em 14 de abril.
Em suas declarações, Vieira destacou a importância de estender o prazo por mais 60 dias, permitindo que a comissão finalize a apresentação e votação do relatório. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será responsável por deliberar sobre a continuidade da CPI.
“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar. O Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”, afirmou Vieira em suas redes sociais.
A Páscoa celebra a ressurreição de Cristo, simbolizando renovação e esperança. Em muitos lugares, inclusive no nosso Brasil, a esperança é matéria cada vez mais rara, diante de tanta injustiça. A CPI do crime organizado tenta trazer um pouco de luz, apontando abusos, omissões e…
— Alessandro Vieira (@_AlessandroSE) April 5, 2026
Com o prazo se esgotando, a CPI tem se esforçado para manter seu cronograma de atividades, com pelo menos quatro oitivas programadas para esta semana. Uma delas envolve o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que, apesar de convocado, conseguiu um habeas corpus que o isenta de comparecer à comissão.
A oitiva de Ibaneis está marcada para a próxima terça-feira (7). Apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu o habeas corpus, a reunião para colher seu depoimento permanece agendada.
A CPI pretende questionar Ibaneis sobre seu papel nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB) em relação às operações com o Banco Master, que estão sob investigação da Polícia Federal. Este caso é uma das apostas da CPI para justificar a prorrogação de seus trabalhos.
Na mesma terça-feira, a comissão também ouvirá o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, sobre as ações envolvendo o domínio territorial das facções dentro das unidades prisionais do país.
Na quarta-feira (8), a CPI deve convocar Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, ex-presidente e atual presidente do Banco Central, respectivamente. Campos Neto já havia sido convocado anteriormente, mas conseguiu um habeas corpus para não comparecer.
A CPI do Crime Organizado, instalada em novembro de 2025, enfrenta desafios em seu avanço, especialmente em relação a decisões judiciais que impactam as investigações. A suspensão da quebra de sigilo da Maridt, empresa com sócios ligados ao ministro Dias Toffoli, é um exemplo das dificuldades enfrentadas pelo colegiado.
O presidente do STF, Edson Fachin, negou o pedido da CPI para reverter a suspensão, e a comissão anunciou que tomará as “medidas recursais cabíveis” para continuar seus trabalhos.
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