Após a confirmação da morte de dois soldados americanos, os EUA realizam novos bombardeios em instalações iranianas na região.
19 de Julho de 2026 às 13h33

EUA intensificam ataques aéreos contra o Irã após morte de militares na Jordânia

Após a confirmação da morte de dois soldados americanos, os EUA realizam novos bombardeios em instalações iranianas na região.

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (19) a intensificação de ataques aéreos contra o Irã, marcando a oitava noite consecutiva de bombardeios. A ação ocorre após a confirmação da morte de dois militares americanos, os primeiros a falecer desde o reinício das hostilidades com a república islâmica em 7 de julho.

De acordo com o Comando Central dos EUA, os ataques têm como alvo instalações militares iranianas e forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, que foram acusadas de realizar ofensivas contra tropas americanas na Jordânia.

As agências de notícias iranianas, como Mehr e Tasnim, relataram que os bombardeios americanos estão sendo realizados em Sirik, um porto estratégico localizado no Estreito de Ormuz, além de uma usina nuclear em construção em Darkhovin, no sudoeste do Irã. A Organizaçãode Energia Atômica do Irã confirmou que os ataques atingiram a usina, que se encontrava em estágios iniciais de construção.

A escalada de violência entre os EUA e o Irã se intensificou após a desintegração de um acordo de cessar-fogo assinado há um mês. Desde então, ambos os lados têm trocado ataques e ameaças, aumentando as tensões na região.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, fez um alerta, afirmando que qualquer ataque americano enfrentará “uma resposta decisiva e devastadora”. Enquanto isso, o general iraniano Ali Abdollahi reiterou que as forças de Teerã estão preparadas para retaliar.

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Desde o início dos ataques, o balanço de vítimas tem sido alarmante. Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os bombardeios americanos resultaram em pelo menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde o final de junho. Do lado americano, 16 militares já perderam a vida desde o início da guerra.

Além disso, o Kuwait e o Bahrein, aliados dos EUA, relataram ataques iranianos em suas regiões. No Kuweit, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram alvo de bombardeios, causando incêndios e danos significativos. O governo do Bahrein também confirmou que suas defesas aéreas interceptaram vários ataques iranianos.

As sirenes de alerta soaram em várias localidades, incluindo Amã, capital da Jordânia, onde as forças armadas afirmaram ter derrubado mísseis iranianos. O Exército israelense também relatou a interceptação de um míssil lançado em direção à cidade jordaniana de Aqaba, próxima à fronteira com Israel.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que bloqueou quatro navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização. A reabertura dessa via, crucial para o comércio de hidrocarbonetos, foi uma das principais conquistas do acordo que visava a paz, mas a situação agora está em crise.

O cenário atual no Oriente Médio reflete a fragilidade da segurança regional e a crescente incerteza sobre o futuro das relações entre os EUA e o Irã, que continuam a se deteriorar em meio a uma escalada de hostilidades.

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