Abelardo de la Espriella, que assumirá em agosto, planeja fechar embaixadas e redirecionar verba para segurança pública.
27 de Julho de 2026 às 12h43

Presidente eleito da Colômbia anuncia rompimento com Cuba e Nicaraguá

Abelardo de la Espriella, que assumirá em agosto, planeja fechar embaixadas e redirecionar verba para segurança pública.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou no último domingo (26) sua intenção de romper relações diplomáticas com Cuba e Nicaraguá, ao assumir o cargo em 7 de agosto. Em uma declaração contundente, ele afirmou que “não haverá laços com tiranias” durante seu governo.

De la Espriella, que pertence ao partido Defensores de la Patria, planeja fechar 15 consulados e 14 embaixadas em diversas nações, como Argélia, Haiti e África do Sul. O objetivo é redirecionar os recursos economizados para o fortalecimento da segurança pública no país.

“No meu governo, não haverá vínculo algum com tiranias”, disse o ultradireitista em uma publicação nas redes sociais, referindo-se não apenas a Cuba e Nicaraguá, mas também às mudanças que pretende implementar na política externa da Colômbia.

O atual presidente, Gustavo Petro, que é da esquerda e tomou decisões que romperam relações com Israel, também foi alvo de críticas por parte de de la Espriella. O novo mandatário pretende reverter algumas dessas decisões, incluindo a reabertura da embaixada colombiana em Jerusalém, que foi fechada em resposta a ações israelenses na Faixa de Gaza.

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A mudança na política externa colombiana ocorre em um contexto de crescente tensão entre os países da região. Recentemente, o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, anunciou que o país não realizará mais eleições, o que foi interpretado como um endurecimento de sua postura autoritária.

Além do fechamento de representações diplomáticas, de la Espriella também planeja unificar os escritórios da Colômbia na França e na Itália, onde as embaixadas ainda mantêm vínculos com organismos internacionais como a Unesco e a FAO.

Em sua visão, a redução da estrutura diplomática permitirá uma administração mais eficiente e a manutenção dos serviços para os colombianos no exterior por meio de outras embaixadas. “Com o restante dos países e organismos, a Colômbia manterá suas relações internacionais”, garantiu.

O novo presidente também anunciou que a cidade de Barranquilla será a nova sede permanente da presidência, enquanto a Casa de Nariño, em Bogotá, será transformada em um museu aberto ao público. A cerimônia de posse, que deve ocorrer em Cali, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

Essas mudanças refletem uma guinada radical na política externa da Colômbia, que poderá impactar as relações do país com seus vizinhos e aliados tradicionais. A expectativa é que as medidas anunciadas por de la Espriella sejam implementadas logo após sua posse, alterando o rumo da diplomacia colombiana nos próximos anos.

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