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Congresso Nacional inicia atividades de 2025 com nova liderança e desafios econômicos
Sessão solene marcará a abertura do ano legislativo, com foco em orçamentos e reformas fiscais.
O Congresso Nacional do Brasil retoma suas atividades nesta segunda-feira, dia 3 de fevereiro de 2025, com uma sessão solene programada para as 16h. Este evento oficial contará com a presença de deputados, senadores e representantes dos Três Poderes, marcando o início da 3ª Sessão Legislativa da 57ª Legislatura, que se estende até 2026.
A cerimônia será conduzida pelo novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União-AP, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos-PB. Ambos assumiram seus cargos recentemente e enfrentarão uma série de desafios, especialmente em relação à regulamentação da reforma tributária e à discussão do novo arcabouço fiscal.
Durante a sessão, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deverá ler a mensagem do Executivo, que delineará as prioridades do governo para o ano. O ministro Alexandre Padilha, responsável pela articulação política entre o governo e o Congresso, também participará do evento.
Além das mensagens do Executivo, uma declaração do Judiciário será lida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Os presidentes Motta e Alcolumbre devem discursar em seguida, enfatizando a importância da independência e harmonia entre os Poderes.
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Nos bastidores, a urgência em aprovar o orçamento de 2025 é uma das principais preocupações dos parlamentares. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, destacou que a votação do orçamento deve ocorrer até março, antes do término do mandato da comissão mista que discute a proposta. A falta de aprovação no prazo pode levar o governo a operar em um regime de piloto automático, conforme estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A situação econômica do país também é um tema central nas discussões. O senador Marcos Rogério expressou sua preocupação com o desequilíbrio nas contas públicas e a queda do poder de compra dos brasileiros. Já o senador Alessandro Vieira ressaltou a importância de avançar nas pautas de controle fiscal e na reforma tributária, que ainda precisa ser concluída no Senado.
Na Câmara dos Deputados, o deputado Chico Alencar defendeu uma reforma tributária que beneficie a população, enquanto o deputado Sérgio Souza lembrou o impacto da inflação e dos juros altos no custo de vida. Apesar de algumas propostas do pacote fiscal terem sido parcialmente aprovadas, a discussão sobre o fim dos super salários no funcionalismo público ainda está pendente, sem previsão de votação.
A primeira reunião do ano entre líderes partidários da Câmara está agendada para as 17h30, onde serão discutidas as pautas prioritárias para 2025 e o cronograma de instalação das comissões permanentes da Casa.
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