A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, compartilhou sua agenda em redes sociais após cobranças sobre sigilo.
03 de Fevereiro de 2025 às 20h32

Após críticas, Janja divulga agenda de compromissos pela primeira vez

A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, compartilhou sua agenda em redes sociais após cobranças sobre sigilo.

A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, decidiu divulgar sua agenda de compromissos nesta segunda-feira, 3, após uma série de críticas relacionadas ao sigilo de suas atividades. A informação foi compartilhada em seus stories no Instagram, marcando a primeira vez que a agenda de Janja é tornada pública.

De acordo com a postagem, Janja tem dois compromissos agendados para o dia: às 14h, participará da sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2025 e, às 16h, terá uma reunião com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, para discutir a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

A decisão de divulgar a agenda ocorre após cobranças de entidades como a Transparência Internacional Brasil, que, na semana passada, pediu a divulgação das informações, ressaltando que Janja exerce uma função pública. O diretor-executivo da entidade, Bruno Brandão, enfatizou que é “público e notório” que a primeira-dama deve prestar contas à sociedade.

Além disso, a deputada federal Rosângela Moro (União-SP) protocolou um projeto de lei para incluir os cônjuges de chefes do Poder Executivo na Lei de Acesso à Informação (LAI), argumentando que a primeira-dama deve ser responsabilizada por suas ações e gastos.

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As cobranças sobre a falta de transparência em relação às atividades de Janja não são novas. Desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, houve um aumento significativo no número de pedidos negados de informações públicas, totalizando 3.210 recusas, com a justificativa de que se tratavam de dados pessoais.

Esse número representa um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do governo anterior, de Jair Bolsonaro, que negou 2.959 pedidos. Apesar do aumento no número de negativas, a proporção de pedidos negados caiu de 18,08% para 16,5% no governo atual.

Entre os documentos que permanecem sob sigilo está a lista de visitantes da primeira-dama, com o governo argumentando que, por Janja não ocupar um cargo público, ela não está sujeita à LAI. No entanto, especialistas contestam essa posição, citando as atribuições públicas que ela exerce.

A iniciativa de Janja de divulgar sua agenda pode ser vista como uma tentativa de aumentar a transparência e responder às críticas que têm sido direcionadas ao governo sobre a falta de clareza nas atividades da primeira-dama.

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