O ex-presidente Jair Bolsonaro cumprirá 27 anos e três meses de pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília
25 de Novembro de 2025 às 23h43

Moraes determina cumprimento de pena de Bolsonaro na PF com base em caso de Lula

O ex-presidente Jair Bolsonaro cumprirá 27 anos e três meses de pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir sua pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A determinação foi baseada em precedentes que envolvem a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também cumpriu pena em condições especiais.

Na decisão, Moraes citou um caso de 2019, quando o STF garantiu a Lula o direito de permanecer em uma sala de Estado-Maior durante sua detenção. O ministro destacou que a situação de Bolsonaro deve ser semelhante, permitindo que ele permaneça em uma sala com condições diferenciadas dentro da PF.

“Expeça-se o mandado de prisão, que deverá ser cumprido na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, devendo permanecer o réu naquela sala de Estado-Maior”, escreveu Moraes em sua decisão. O magistrado fez referência a um erro ao citar o número da petição relacionada ao caso de Lula, mas manteve a essência de sua argumentação.

A decisão de Moraes ocorre em um momento conturbado da política brasileira, onde Bolsonaro foi condenado por sua participação em uma trama golpista em 2022. Ele estava sob prisão preventiva desde o último sábado e agora sua situação foi convertida para uma pena definitiva.

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O ex-presidente foi condenado a 24 anos e nove meses de reclusão, além de dois anos e seis meses de detenção na PF. Essa condenação se dá em meio a um contexto de crescente tensão política no Brasil, onde as ações do STF têm sido alvo de intensos debates.

Além de Bolsonaro, o STF também determinou o trânsito em julgado das condenações de outros réus envolvidos na mesma trama, incluindo o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

O caso de Lula, que foi solto em 2019 após 580 dias de detenção, também foi mencionado por Moraes como um exemplo de como a Justiça brasileira tem tratado questões de prisão e direitos dos réus. Lula havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusações que ele sempre negou.

O ex-presidente ficou detido em uma cela especial na Superintendência da PF em Curitiba, onde não teve contato com outros presos. A decisão do STF em 2019 que permitiu sua soltura foi um marco na jurisprudência brasileira, alterando a forma como as prisões são tratadas após condenações em segunda instância.

Com a decisão de Moraes, a expectativa é que o ex-presidente Bolsonaro permaneça na Superintendência da PF, em Brasília, enquanto os desdobramentos legais de sua condenação continuam a ser discutidos.

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