CCJ aprova proposta que visa combater lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor imobiliário
26 de Novembro de 2025 às 14h34

Senado avança em projeto que proíbe uso de dinheiro vivo em transações imobiliárias

CCJ aprova proposta que visa combater lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor imobiliário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (26), um projeto de lei que proíbe o uso de dinheiro em espécie nas transações imobiliárias, incluindo a compra e venda de imóveis. A proposta visa estabelecer um controle mais rigoroso sobre as operações financeiras, com o intuito de combater a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal.

O projeto determina que o Conselho Monetário Nacional (CMN) será responsável por estabelecer limites para as operações realizadas com dinheiro vivo, intermediadas por bancos e instituições financeiras. Essa medida busca criar um teto para o uso de moeda física nas transações, visando aumentar a transparência e a segurança nas negociações imobiliárias.

Após a aprovação na CCJ, o projeto ainda precisa passar por um turno suplementar de votação. Se obtiver a confirmação na segunda etapa, seguirá para a análise da Câmara dos Deputados, a menos que haja um recurso para votação no plenário principal do Senado.

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O relator do projeto, senador Oriovisto Guimarães, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do Paraná, destacou que o objetivo central da proposta é reduzir a incidência de crimes financeiros. Ele afirmou que “a falta de regramento a respeito do uso de dinheiro em espécie pode estimular o cometimento de crimes como o assalto a empresas e a bancos e o arrombamento de caixas eletrônicos”.

“O uso de dinheiro físico facilita a prática de atividades ilícitas”, completou Guimarães.

O texto aprovado não especifica quais serão os limites para as transações financeiras em espécie. Caberá ao CMN definir os patamares máximos, em diálogo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que é o órgão responsável por monitorar atividades suspeitas e atuar na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

Além disso, a proposta estabelece que haverá limites também para o uso de dinheiro vivo no pagamento de boletos e cheques. Se as transações financeiras com esses mecanismos superarem os valores máximos, deverão ser realizadas por meio eletrônico.

O senador Oriovisto Guimarães ressaltou que regras semelhantes já são adotadas em diversos países, como Estados Unidos, Canadá e Austrália, onde o controle sobre o uso de dinheiro em espécie é mais rigoroso.

A proposta conta com o apoio do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal, que veem a necessidade de um controle mais eficaz sobre as transações financeiras para prevenir práticas ilícitas.

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