Ministro da Fazenda destaca que qualquer ajuda financeira deve seguir regras fiscais estabelecidas
05 de Dezembro de 2025 às 17h43

Haddad afirma que aporte do Tesouro aos Correios depende de reestruturação

Ministro da Fazenda destaca que qualquer ajuda financeira deve seguir regras fiscais estabelecidas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que o Tesouro Nacional poderá realizar um aporte financeiro nos Correios, mas apenas se respeitar as normas do arcabouço fiscal e após a aprovação de um plano de reestruturação da estatal. Durante a coletiva, Haddad enfatizou a necessidade de um planejamento adequado antes de qualquer decisão.

“Pode haver um aporte, o Tesouro está estudando. Vamos considerar todas as variáveis para tomar a decisão”, declarou o ministro, ao ser questionado sobre a possibilidade de um apoio financeiro ao Correios.

Haddad também ressaltou que a exclusão de R$ 10 bilhões da meta fiscal das estatais, incluída no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, foi uma medida preventiva. Essa ação visa possibilitar que o governo, caso necessário, realize um aporte nos Correios.

O Correios enfrenta uma grave crise financeira, acumulando um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro deste ano. A situação crítica levou o governo a implementar um contingenciamento de R$ 3,3 bilhões nas despesas, a fim de garantir o cumprimento da regra fiscal que estabelece um déficit zero.

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“Não vamos fazer um aporte sem o plano de reestruturação aprovado. Nem empréstimo, nem aporte, nem aval. Tudo depende da reestruturação da companhia”, afirmou Haddad, deixando claro que a solução para a crise da estatal passa pela aprovação desse plano.

Recentemente, o Tesouro Nacional rejeitou a garantia da União para um empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pelos Correios. A proposta, que já havia sido aprovada pelo conselho da empresa, envolvia um consórcio de bancos, mas foi considerada inviável devido à taxa de juros elevada, que ultrapassava o teto de 120% do CDI.

Durante a coletiva, Haddad também comentou sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, onde discutiram a cooperação entre os países para investigar operações financeiras ligadas à lavagem de dinheiro. O ministro destacou o entusiasmo de Escobar em relação à proposta de parceria no combate ao crime organizado.

Por fim, Haddad se mostrou otimista em relação à resolução de questões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, afirmando que “aos poucos estamos superando esse mal-entendido”.

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