Trump apoia protestos no Irã e pede que manifestantes tomem o controle das instituições
O presidente dos EUA, Donald Trump, incentiva a população iraniana a continuar os protestos e promete apoio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direto aos manifestantes iranianos nesta terça-feira (13), incentivando-os a manter os protestos e a “tomar o controle” das instituições do regime. A declaração foi feita em sua conta na rede social Truth Social, onde Trump expressou apoio ao movimento de oposição que desafia o governo clerical do Irã.
“Patriotas iranianos, SIGAM PROTESTANDO — TOMEM O CONTROLE DE SUAS INSTITUIÇÕES!” escreveu Trump, utilizando letras maiúsculas, um tom incomum para comunicações oficiais.
Na mesma mensagem, o presidente americano fez ameaças diretas a autoridades e agentes envolvidos na repressão aos protestos. “Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço muito alto”, afirmou Trump. Além disso, ele anunciou o cancelamento de todas as reuniões com representantes do governo iraniano, alegando que os contatos só serão retomados quando cessar o que chamou de “assassinato sem sentido de manifestantes”.
Ao final de sua mensagem, Trump afirmou que “a ajuda está a caminho” e utilizou a sigla MIGA — “Make Iran Great Again” (“Tornar o Irã grande novamente”), em uma referência ao seu famoso slogan de campanha, “Make America Great Again”.
A declaração de Trump ocorre em meio a um contexto de crescente violência e repressão no Irã, onde um funcionário do governo reconheceu oficialmente cerca de 2.000 mortes durante os protestos, a primeira admissão pública do elevado número de vítimas desde o início da repressão, há cerca de duas semanas. Organizações internacionais de direitos humanos, no entanto, afirmam que o número real pode ser ainda maior, com estimativas apontando para mais de 6.000 vítimas.
Os protestos começaram motivados pela grave crise econômica e pelo aumento do custo de vida, mas rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra o sistema teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979, configurando o maior desafio ao regime em mais de quatro décadas.
A Casa Branca havia informado anteriormente que Trump “não tem medo” de uma ação militar contra o Irã, mas que, neste momento, prioriza a diplomacia. Em resposta, o chanceler iraniano Abás Araqchi declarou que Teerã está “preparado para qualquer eventualidade” e classificou as ameaças dos Estados Unidos como “incompatíveis com o diálogo”.
Na segunda-feira (12), Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 25% a países que mantiverem relações comerciais com o Irã, uma medida que pode impactar economias como China, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Iraque. Pequim reagiu afirmando que protegerá seus “legítimos direitos e interesses” e alertou que “não há vencedores em uma guerra tarifária”.
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