Rapper Oruam é considerado foragido após 66 violações de tornozeleira eletrônica
O artista teve a prisão preventiva decretada, mas não foi encontrado pela polícia.
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretar sua prisão preventiva na última terça-feira (3). A decisão ocorreu após o artista registrar 66 violações em seu monitoramento eletrônico, sendo 21 delas graves apenas em 2026.
A Polícia Civil tentou cumprir a ordem de prisão em sua residência, mas Oruam não foi encontrado. O rapper, que responde por tentativa de homicídio qualificado, estava em liberdade condicional, utilizando tornozeleira eletrônica, após uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, esta liminar foi revogada devido ao histórico de descumprimento das condições impostas.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Oruam apresentou sucessivas violações desde 1º de novembro, incluindo longos períodos em que a tornozeleira estava desligada. O equipamento foi substituído em 9 de dezembro, mas continuou apresentando falhas, com a bateria frequentemente descarregada.
A defesa do rapper alega que as violações foram causadas por problemas no carregamento da bateria. Em um vídeo publicado recentemente, Oruam mostrou sua dificuldade em manter a tornozeleira carregada.
A juíza Tula Corrêa de Mello, responsável pelo caso, determinou a prisão preventiva, afirmando que as medidas alternativas foram insuficientes para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal. Oruam é filho de Mário Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, que cumpre pena em uma penitenciária federal.
A acusação contra Oruam inclui tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis, durante uma operação em sua casa em julho de 2025. Na ocasião, ele e outros indivíduos teriam arremessado pedras contra os agentes da lei, resultando em ferimentos.
O rapper, que possui uma carreira musical em ascensão, com mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, agora enfrenta sérias consequências legais. A sua situação se agrava com a revogação do habeas corpus, que lhe permitia a liberdade provisória.
Oruam já foi preso outras vezes e, após sua última detenção, utilizou as redes sociais para expressar sua indignação e se defender das acusações. O caso continua a atrair a atenção da mídia e do público, que aguardam os desdobramentos da situação.
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