Senador do PL afirma que partidos do Centrão não devem se alinhar ao PT nas eleições presidenciais.
11 de Fevereiro de 2026 às 17h30

Flávio Bolsonaro acredita que terceira via o apoiará em eventual segundo turno

Senador do PL afirma que partidos do Centrão não devem se alinhar ao PT nas eleições presidenciais.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, declarou nesta quarta-feira, 11, que acredita no apoio da chamada "terceira via" em um eventual segundo turno das eleições presidenciais deste ano, que o colocaria frente a frente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele argumentou que a candidatura do Partido Social Democrático (PSD) não deve romper a polarização entre o bolsonarismo e o petismo.

Durante sua participação no CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, Flávio afirmou que a maioria do eleitorado demonstra uma clara preferência, posicionando-o e a Lula em patamares elevados nas pesquisas. "Tenho certeza de que essa possível terceira via, não passando para o segundo turno, não vai caminhar com o Lula também", disse o senador.

Flávio expressou confiança de que os partidos do Centrão, com os quais mantém diálogo, não estarão alinhados ao PT nas eleições. Ele mencionou conversas com diversos dirigentes partidários, incluindo Ciro Nogueira, presidente do PP; Antônio Rueda, líder do União Brasil; Gilberto Kassab, dirigente do PSD; Renata Abreu, líder do Podemos; e Marco Pereira, do Republicanos, que já o recebeu uma vez, apesar de "conversarem menos".

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O senador também comentou que, apesar das expectativas de que o governador Tarcísio de Freitas (SP) fosse o candidato indicado por Jair Bolsonaro, pesquisas recentes têm mostrado uma evolução positiva em seu desempenho nas intenções de voto. "Todo mundo estava apostando que o Tarcísio seria o candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Ele aparecia nas pesquisas com números melhores do que os do Flávio Bolsonaro. Só que se passaram esses dois meses e várias pesquisas já mostram isso com relação a mim", afirmou.

Flávio acredita que o cenário político terá maior clareza após o dia 5 de abril, data limite para a desincompatibilização de chefes do Executivo, momento em que as opções disponíveis poderão ser avaliadas de forma mais realista. Ele ressaltou que, até lá, os partidos ainda estão analisando se uma coligação nacional com o PL fortalece ou prejudica suas estratégias locais nos Estados.

O senador também se posicionou sobre alianças específicas, negando ter conversado com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre a possibilidade de ser seu candidato a vice-presidente. Além disso, ele desmentiu ter sugerido que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fosse candidato ao governo do Estado, embora tenha reconhecido a importância do parlamentar na articulação regional.

Flávio Bolsonaro continua a trabalhar para ampliar o número de partidos aliados ao que classificou como uma "caminhada da vitória", respeitando as legendas que apresentam candidaturas próprias. Ele acredita que a união de forças será crucial para a oposição ao governo atual nas eleições de 2026.

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