Pesquisa revela rejeição de 55% para Flávio Bolsonaro e 54% para Lula
Levantamento da Genial/Qaest aponta altos índices de rejeição entre pré-candidatos à presidência.
A pesquisa realizada pelo instituto Genial/Qaest, divulgada nesta quarta-feira (11), revelou que os pré-candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam altas taxas de rejeição entre os eleitores. Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, registra uma rejeição de 55%, enquanto Lula, atual presidente, tem 54% de rejeição.
Os dados foram coletados entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026, com a participação de 2.004 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00249/2026.
No indicador de “conhece e não votaria”, Lula e Flávio apresentam números semelhantes, com 55% e 54%, respectivamente. Em contrapartida, no indicador “conhece e votaria”, Lula obteve 42% e Flávio 36%. A pesquisa também revelou que apenas 4% dos entrevistados não conhecem Lula, enquanto 9% afirmaram não conhecer Flávio Bolsonaro.
Além dos dois principais candidatos, outros postulantes à presidência também foram avaliados. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tem uma taxa de rejeição de 40%, enquanto Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) apresentam 35% de rejeição. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), é rejeitado por 34% dos entrevistados.
Os dados sobre o desconhecimento dos governadores são significativos, com Leite sendo desconhecido por 55% dos entrevistados, Zema por 53% e Caiado por 51%. Em comparação, apenas 4% não conhecem Lula e 9% não conhecem Flávio.
A pesquisa também questionou os eleitores sobre a indicação de Flávio Bolsonaro pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os resultados mostraram que 44% acreditam que a indicação foi um acerto, enquanto 42% consideram que foi um erro. Essa é a primeira vez que a maioria dos entrevistados considera a indicação como um acerto desde que Flávio foi lançado como pré-candidato.
Quando questionados sobre quem causa mais temor, 44% dos entrevistados afirmaram temer a continuidade de Lula no poder, enquanto 41% temem o retorno da família Bolsonaro. Outros 7% disseram ter medo de ambos, e 4% não temem nenhuma das opções.
No cenário de disputa, 55% dos entrevistados acreditam que Lula venceria se a oposição fosse representada por alguém da família Bolsonaro. Caso não haja um candidato da família na disputa, 49% acreditam que Lula seria o vencedor, enquanto 40% consideram que a oposição levaria a melhor.
O levantamento foi realizado com o objetivo de entender as intenções de voto e as percepções dos eleitores sobre os principais candidatos à presidência, em um momento crucial para a política brasileira.
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