Tendências 2026: o que muda no mercado pet e no varejo brasileiro
Humanização, bem-estar, alimentação funcional, serviços recorrentes e tecnologia devem redefinir como lojas atraem e retêm clientes.
Donos de pet shop entram em 2026 em um mercado que continua crescendo, porém mais competitivo e profissional. Ganhar dinheiro já não é consequência automática de abrir as portas. As lojas que se destacarão serão as que compreenderem as novas demandas dos tutores e transformarem tendências em propostas claras, organizadas e rentáveis.
Humanização 2.0: além do básico
A humanização dos pets continua sendo um dos motores do setor, mas com uma exigência maior do tutor. Não basta oferecer boa ração e serviços pontuais, cresce a demanda por rotinas de cuidado mais completas, parecidas com as dedicadas a um membro da família. Isso abre espaço para pacotes de bem-estar que integrem serviços e elevem tíquete médio e frequência.
Bem-estar mental e enriquecimento ambiental
Em 2026, a conversa não será apenas sobre saúde física, mas também sobre saúde mental do pet. Brinquedos inteligentes, tapetes olfativos, circuitos de desafios e atividades de enriquecimento ambiental ganham espaço como categoria estratégica, especialmente para tutores que buscam reduzir ansiedade e comportamentos destrutivos.
Alimentação natural, fresca e personalizada
O avanço da alimentação natural e mais próxima de comida de verdade deve se intensificar. Fórmulas sem conservantes artificiais, ingredientes mais transparentes e opções personalizadas por porte, idade e condições específicas passam a influenciar decisões de compra e podem se tornar diferencial forte no sortimento.
Petiscos funcionais e saudáveis de verdade
Petiscos deixam de ser apenas agrado e passam a ser ferramenta de saúde. Snacks com funções específicas, como suporte para articulações, controle de peso, imunidade, pelo e ansiedade, ganham espaço em recomendações e elevam o potencial de margem para o pet shop quando há argumento técnico e curadoria.
Serviços recorrentes e assinatura de cuidado
A tendência mais relevante do ponto de vista de negócio é a transformação de vendas pontuais em receita recorrente. Planos mensais de banho e tosa, assinaturas de ração e areia, clubes de benefícios e check-ups programados ajudam a criar previsibilidade de caixa e fidelização real.
Creches e hotelarias com conceito
Creches e hotéis pet seguem em processo de profissionalização. Rotinas definidas, ambientes separados por porte e temperamento, monitoramento e relatórios para tutores elevam o padrão do serviço. O desafio será adaptar esse conceito à realidade do bairro sem se tornar luxo inacessível.
Saúde preventiva e parcerias com veterinários
Outra mudança importante é a migração da medicina reativa para a saúde preventiva. Tutores buscam avaliações periódicas, exames de rotina e acompanhamento nutricional antes de o problema aparecer. Pet shops que constroem parcerias éticas com veterinários tendem a se posicionar como centros de cuidado contínuo.
Foco nos pets idosos e especiais
O envelhecimento da população pet amplia a demanda por produtos e serviços voltados a mobilidade e conforto. Colchões ortopédicos, rampas, fraldas, rações específicas, suplementos e reabilitação passam a ser buscados com mais frequência, abrindo novas oportunidades de sortimento e atendimento.
Sustentabilidade e produtos naturais na prateleira
A pauta ambiental influencia cada vez mais a decisão de compra. Cresce a busca por shampoos com menos química agressiva, brinquedos com materiais reciclados, embalagens biodegradáveis e marcas com posicionamento ambiental claro. Para o pet shop, isso representa chance de diferenciar a loja com curadoria e propósito.
Pet tech acessível e tecnologia na operação
Coleiras com GPS, câmeras e alimentadores automáticos deixam de ser curiosidade e começam a ganhar espaço em lojas mais antenadas. Ao mesmo tempo, softwares de gestão, agenda online, lembretes automáticos e fidelidade integrada ao caixa se tornam essenciais até para o pet shop de bairro, elevando eficiência e experiência.
Omnicanal, comunidade e posicionamento para 2026
O tutor pesquisa no Google, vê reviews, chama no WhatsApp e visita a loja, esse comportamento omnicanal virou padrão. Mais do que virar e-commerce, o pet shop precisa ter presença coerente nos canais digitais e construir autoridade local com conteúdo útil, parcerias e ações comunitárias. Em 2026, o diferencial será escolher em quais frentes apostar e comunicar isso de forma clara.
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