Aumento das incertezas no mercado impulsiona preços da commodity em meio a impasse nuclear.
19 de Fevereiro de 2026 às 18h50

Petróleo fecha em alta de 2% com tensões militares entre EUA e Irã

Aumento das incertezas no mercado impulsiona preços da commodity em meio a impasse nuclear.

O petróleo encerrou a quinta-feira, 19, com alta de 2%, refletindo as crescentes tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã, além do agravamento da situação no Leste Europeu. O impasse em torno de um acordo nuclear com o regime de Teerã eleva os prêmios de risco da commodity, aumentando as chances de interrupções no fornecimento global.

O petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 2,07%, fechando a US$ 66,40 por barril. O Brent, por sua vez, teve um avanço de 1,86%, alcançando US$ 71,66 na Intercontinental Exchange de Londres.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que “boas conversas estão acontecendo com o Irã”, mas alertou que é necessário um “acordo significativo, ou então coisas ruins acontecerão”. Ele também mencionou que Washington pode “ir um passo além” se não houver progressos nas negociações, prevendo que “descobriremos algo em cerca de 10 dias” sobre as perspectivas de paz no Oriente Médio.

A retórica também se intensificou por parte de líderes israelenses. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que o país responderá de maneira “inimaginável” caso o Irã dispare mísseis contra seu território.

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No mercado de previsões Kalshi, as probabilidades de um acordo nuclear antes de abril caíram de 20% para 12% em um único dia, enquanto as chances de um entendimento até agosto recuaram de 34% para 32%.

O banco Rabobank projetou que uma interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz poderia elevar os preços do barril para mais de US$ 85, com possibilidade de atingir até US$ 100. No entanto, a duração de qualquer bloqueio seria crucial para determinar se os preços retornariam a US$ 70 ou se as médias trimestrais ficariam entre US$ 80 e US$ 90.

Na Europa, a situação se complicou ainda mais após drones ucranianos atingirem uma refinaria de petróleo na Rússia, em um contexto de ausência de avanços diplomáticos para resolver o conflito na região.

Além disso, os preços do petróleo tiveram um leve impulso após dados indicarem uma queda inesperada e significativa nos estoques dos EUA, que recuaram em 9,014 milhões de barris na semana passada, sinalizando um aperto na oferta.

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