Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e Pleno Distribuidora
Decisão do BC interrompe atividades do Banco Pleno, que enfrentava problemas financeiros sérios
O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., que anteriormente era conhecido como Banco Voiter. Juntamente com essa medida, a autarquia também estendeu o regime especial à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A., ambas partes do conglomerado prudencial Pleno. A decisão resulta na interrupção das atividades dessas instituições.
De acordo com o BC, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do Banco Pleno, que apresentava uma deterioração significativa de sua liquidez. Além disso, a instituição foi considerada em violação das normas que regem a atividade bancária e em desacordo com as determinações do Banco Central do Brasil.
Em nota, o Banco Central destacou que o conglomerado, que inclui o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora, possui um porte pequeno, representando apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a autarquia continuará a tomar as medidas necessárias para investigar as responsabilidades legais relacionadas à liquidação. O resultado dessas apurações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação com as autoridades competentes, conforme as disposições legais pertinentes.
Além disso, o Banco Central informou que, em virtude da liquidação, os bens dos controladores e administradores do Banco Pleno ficarão indisponíveis, conforme estipulado pela legislação.
O Banco Pleno, que foi controlado por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, enfrentava restrições financeiras e pressões de liquidez nos últimos meses. Lima, juntamente com Daniel Vorcaro, também ex-sócio do Banco Master, foi preso durante a operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investigou irregularidades no setor bancário.
A liquidação extrajudicial é um procedimento que visa proteger os interesses dos depositantes e credores, garantindo que os ativos da instituição sejam administrados de forma adequada durante o processo de encerramento de suas atividades.
As autoridades financeiras ressaltam a importância de manter a integridade do sistema financeiro e a confiança dos consumidores, e que medidas como essa são necessárias para preservar a estabilidade do mercado.
O Banco Central não divulgou detalhes adicionais sobre o futuro das operações da Pleno Distribuidora, mas a expectativa é que a autarquia continue monitorando a situação e tomando as providências necessárias para assegurar a conformidade com as normas financeiras.
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