Natura conclui venda das operações da Avon na Rússia por 26,9 milhões de euros
Transação marca a finalização da estratégia de simplificação da empresa e reforça foco na América Latina
A Natura anunciou nesta quinta-feira (19) a conclusão da venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest, em um negócio avaliado em 26,9 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 166,2 milhões.
Segundo comunicado da empresa, a transação foi realizada através da sua subsidiária indireta, a Avon Netherlands Holdings II B.V., e representa um passo importante na estratégia de simplificação corporativa da Natura. A companhia destaca que o foco agora será o crescimento de seus negócios na América Latina.
No início deste ano, a Natura havia finalizado a venda da Avon International para a gestora americana Regent, por um valor simbólico de 1 libra. As operações na Rússia foram mantidas fora deste acordo anterior, levando à recente negociação com o Grupo Arnest.
A Natura, que já havia vendido as operações da Avon em seis países da América Central em setembro do ano passado, continua a adotar uma abordagem estratégica para concentrar seus esforços na integração das marcas Natura e Avon na América Latina.
Após a venda, a empresa ainda manterá o fornecimento de produtos à Avon Card e o licenciamento da marca na região, com a conclusão prevista para outubro de 2025. Além disso, a Natura está avaliando alternativas estratégicas para os ativos da Avon Internacional, que incluem operações fora da América Latina.
A decisão de vender as operações da Avon na Rússia se insere em um contexto mais amplo de reestruturação da Natura, que iniciou um processo de simplificação após uma fase de expansão global. A companhia, que adquiriu marcas como a australiana Aesop e a britânica The Body Shop, enfrentou desafios significativos durante sua trajetória internacional, incluindo o aumento do endividamento e a complexidade na integração de diferentes culturas e modelos de negócios.
A pandemia de Covid-19 também impactou negativamente o consumo de cosméticos, pressionando as receitas da empresa. Diante desse cenário, a Natura optou por se desfazer de ativos considerados deficitários, como a Avon Internacional, e focar em sua operação na América Latina, onde possui maior participação de mercado.
Com a venda das operações da Avon na Rússia, a Natura busca reduzir custos e oferecer uma trajetória mais previsível para seus investidores, marcando o fim de um ciclo de expansão global e o início de uma nova fase voltada para a rentabilidade e simplificação operacional.
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