Ministro André Mendonça do STF autoriza prisão de Daniel Vorcaro e revela estrutura de 'A Turma', que atuava em intimidações e fraudes.
05 de Março de 2026 às 11h28

Entenda a nova prisão de Vorcaro e os integrantes da organização criminosa

Ministro André Mendonça do STF autoriza prisão de Daniel Vorcaro e revela estrutura de 'A Turma', que atuava em intimidações e fraudes.

A nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), expõe uma organização criminosa complexa conhecida como “A Turma”. O grupo, que operava sob a liderança de Vorcaro, é acusado de realizar ameaças, intimidações e fraudes financeiras, conforme revelado na decisão do magistrado.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, a estrutura da organização é composta por diferentes núcleos, cada um com funções específicas. O núcleo de comando é responsável por traçar estratégias financeiras e determinar ações, enquanto a “Turma” se encarrega de monitorar alvos, coletar informações sigilosas e intimidar críticos.

O ministro Mendonça destacou a gravidade das condutas dos envolvidos, o que levou à decretação de prisões preventivas. A decisão enfatiza a chamada “dinâmica violenta” das atividades do grupo, que inclui ações de intimidação contra jornalistas e opositores.

Entre os principais integrantes da organização, destaca-se Daniel Bueno Vorcaro, apontado como o líder e controlador do Banco Master. Ele é acusado de definir as estratégias financeiras do grupo e ordenar pagamentos ilícitos, além de ações de vigilância e intimidação contra jornalistas e desafetos.

Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, é identificado como o operador financeiro do grupo. Sua atuação envolvia a operacionalização de pagamentos ilegais e a criação de contratos simulados para lavagem de dinheiro, além de financiar as atividades de vigilância.

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” ou “Sicário”, coordenava a “Turma”. Ele é acusado de executar ordens de monitoramento e extração ilegal de dados, além de ações de intimidação física e moral.

Outro membro relevante é Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado. Ele teria utilizado sua experiência na polícia para obter informações sigilosas e realizar vigilâncias clandestinas de alvos definidos pela organização.

A investigação também revelou a existência de um núcleo de corrupção e apoio, formado por pessoas que facilitavam as atividades do grupo e davam aparência de legalidade aos pagamentos. Entre eles estão Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da mesma instituição, que prestavam consultoria a Vorcaro.

Além das prisões, a decisão do ministro Mendonça resultou na suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao esquema, que eram utilizadas para formalizar contratos simulados e movimentar recursos da organização criminosa.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal, que investiga crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. As ações visam desmantelar uma rede que, segundo as investigações, causou danos bilionários ao sistema financeiro.

A nova fase da operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro e outros membros do grupo, evidencia a gravidade das ações criminosas e a necessidade de uma resposta contundente das autoridades.

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