O senador do Republicanos-RS divulgou nota afirmando não ter vínculos com o investigado na Operação Compliance Zero.
05 de Março de 2026 às 11h48

Senador Hamilton Mourão nega relação com Luiz Phillipi Mourão, investigado na PF

O senador do Republicanos-RS divulgou nota afirmando não ter vínculos com o investigado na Operação Compliance Zero.

O senador Hamilton Mourão, representante do Republicanos pelo Rio Grande do Sul, emitiu uma nota nesta quarta-feira (4) negando qualquer relação com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que está sendo investigado na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

Na nota, o parlamentar destacou que “não possui qualquer vínculo pessoal, profissional ou institucional com o referido cidadão, tampouco com os fatos objeto da investigação”. A declaração foi feita em resposta a menções ao seu nome durante a operação, que também resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Luiz Phillipi Mourão teve sua prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A decisão foi tomada a partir de um pedido da Polícia Federal, que o apontou como responsável por atividades de coleta de informações sigilosas e monitoramento de pessoas, em favor do grupo de Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Investigações revelaram que Luiz Phillipi recebia R$ 1 milhão mensais para coordenar um núcleo dedicado ao monitoramento de pessoas, conhecido como “A Turma”. A Polícia Federal descreveu esse núcleo como um “braço armado” e “milícia”, evidenciando a gravidade das atividades em que o investigado estava envolvido.

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Daniel Vorcaro, que também foi alvo da operação, foi preso na manhã desta quarta-feira e permanece na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. As investigações estão focadas em possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, atribuídos a uma organização criminosa.

A Operação Compliance Zero visa desarticular uma rede criminosa que, segundo os investigadores, atuava em ações ilegais para proteger interesses financeiros e pessoais. Além das prisões, foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o intuito de interromper a movimentação de ativos relacionados às práticas ilícitas apuradas.

As evidências coletadas durante a operação incluem mensagens apreendidas em celulares, que indicam a articulação de ações contra adversários de Vorcaro. A operação é um desdobramento de investigações anteriores que visavam esclarecer as atividades do grupo e suas conexões com figuras do meio político e financeiro.

O senador Hamilton Mourão, por sua vez, reafirmou sua posição de não ter qualquer ligação com os fatos investigados, buscando se distanciar das alegações que surgiram a partir da deflagração da operação.

A situação continua em desenvolvimento, com a Polícia Federal prosseguindo nas investigações e na coleta de provas que possam elucidar a extensão das atividades ilícitas atribuídas aos envolvidos.

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