Toffoli alegou motivo de foro íntimo e não analisará solicitação da Câmara para instalação da CPI.
12 de Março de 2026 às 10h44

Ministro Dias Toffoli se declara suspeito em pedido de CPI sobre Banco Master

Toffoli alegou motivo de foro íntimo e não analisará solicitação da Câmara para instalação da CPI.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou sua suspeição para relatar o pedido que busca obrigar a Câmara dos Deputados a instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, quando Toffoli alegou motivos de foro íntimo, sem entrar em mais detalhes sobre sua escolha.

A solicitação para a criação da CPI foi apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal. O parlamentar argumenta que a presidência da Câmara, sob comando de Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, estaria retardando a instalação da comissão, apesar de o requerimento já ter sido protocolado.

Rollemberg enfatizou que a demora na instalação da CPI prejudica a função fiscalizadora do Parlamento. “Até a presente data, passados mais de 30 dias do protocolo do requerimento e da apresentação da Questão de Ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”, afirmou o deputado na ação encaminhada ao STF.

Com a decisão de Toffoli, o processo deverá ser redistribuído entre os demais ministros do tribunal. A ação que pede a instalação da CPI visa apurar possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master e sua relação com órgãos públicos.

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Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Toffoli se afasta de casos relacionados ao Banco Master. Recentemente, ele também deixou a relatoria de investigações sobre o mesmo assunto, após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, localizado no Paraná, a fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Além disso, um relatório da Polícia Federal, que foi enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, trouxe menções ao ministro a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro, levantando questionamentos sobre sua imparcialidade.

Apesar das preocupações, o tribunal não reconheceu formalmente um impedimento para que Toffoli atue em processos ligados ao caso. No entanto, o ministro optou por se afastar da relatoria do inquérito, seguindo seu princípio de precaução.

O Banco Master tem sido alvo de investigações por supostas irregularidades, e a criação da CPI é vista como uma medida necessária para esclarecer a situação e promover a transparência nas relações da instituição financeira com o governo.

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