Mendonça prorroga inquérito sobre o Banco Master por 60 dias a pedido da PF
Ministro do STF atendeu solicitação da Polícia Federal para novas diligências nas investigações.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta quarta-feira, 18, o inquérito que investiga irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) por mais 60 dias. A decisão foi tomada em resposta a um pedido da Polícia Federal (PF), que argumentou a necessidade de mais tempo para realizar diligências consideradas essenciais para o esclarecimento dos fatos.
O inquérito, que já havia sido prorrogado anteriormente em janeiro deste ano pelo então ministro Dias Toffoli, apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB. Além disso, a investigação investiga uma estrutura de ativos inflados que, segundo a PF, teria elevado artificialmente o patrimônio do Banco Master.
A PF destacou em seu pedido que as novas diligências são imprescindíveis para o avanço das investigações. “A Polícia Federal requer nova prorrogação de prazo para a realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos”, afirmou o ministro em sua decisão.
Entre os investigados estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos ligados a essas instituições financeiras. O inquérito tramita em sigilo, mas as informações divulgadas indicam que a investigação é parte de um esforço maior da PF, conhecido como Operação Compliance Zero, que visa desmantelar fraudes no sistema financeiro.
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está preso em uma penitenciária de segurança máxima em Brasília. Sua prisão foi decretada no âmbito de uma nova fase da operação, que visa apurar a atuação de uma organização criminosa envolvida em fraudes financeiras.
Na ocasião, o relator do caso, André Mendonça, ressaltou que a liberdade de Vorcaro e de outros investigados poderia representar um risco à continuidade das investigações, uma vez que poderia haver a destruição de provas.
A decisão de prorrogar o inquérito foi bem recebida por especialistas em direito, que consideram que a medida pode contribuir para um melhor esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos. A expectativa é que a PF utilize o prazo adicional para aprofundar as investigações e coletar novas evidências.
Além disso, a prorrogação do inquérito ocorre em um momento em que o caso do Banco Master ganha cada vez mais atenção da mídia e da sociedade, dada a gravidade das acusações e o impacto potencial no sistema financeiro nacional.
Com a prorrogação, a PF terá até 18 de maio para concluir as investigações e apresentar um relatório ao STF. O resultado desse inquérito poderá influenciar diretamente a responsabilização dos envolvidos e o futuro do Banco Master, que já enfrenta sérias dificuldades financeiras.
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