Conselho Curador do FGTS decide por unanimidade sobre novas faixas de renda e valores de imóveis, beneficiando milhares de famílias.
24 de Março de 2026 às 11h16

FGTS aprova aumento no limite de renda e financiamento do Minha Casa Minha Vida

Conselho Curador do FGTS decide por unanimidade sobre novas faixas de renda e valores de imóveis, beneficiando milhares de famílias.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (24), importantes mudanças no programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV). As alterações incluem o aumento das faixas de renda e dos limites de financiamento para imóveis, visando beneficiar um maior número de famílias brasileiras.

A primeira faixa de renda, que anteriormente atendia famílias com rendimento de até R$ 2.850, foi elevada para R$ 3.200, representando um aumento de 12%. A segunda faixa também teve um reajuste, passando de R$ 4.700 para R$ 5.000, um acréscimo de 9%. A terceira faixa agora aceita rendas de até R$ 9.600, em comparação ao limite anterior de R$ 8.600. Para a classe média, a quarta faixa foi ampliada de R$ 12.000 para R$ 13.000.

Essas mudanças têm o potencial de beneficiar aproximadamente 87,5 mil famílias, principalmente na primeira faixa, que se beneficiará de uma redução nas taxas de juros aplicadas. O programa MCMV adota uma taxa de juros progressiva, que varia conforme a faixa de renda familiar, o que significa que as famílias com menor renda pagarão menos juros.

As novas taxas de juros para cada faixa foram definidas da seguinte forma:

  • Faixa 1: de 4% a 4,50%
  • Faixa 2: de 4,75% a 6,50%
  • Faixa 3: 7,66%

Além da alteração nas faixas de renda, o Conselho também aprovou um aumento nos limites de financiamento dos imóveis. A faixa 1 manteve seu limite, enquanto a faixa 2 teve seu teto elevado de R$ 350 mil para R$ 400 mil. A faixa 3 passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil, e a faixa voltada à classe média também teve um aumento significativo, subindo de R$ 500 mil para R$ 600 mil, o que representa um aumento de 20%.

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Essas decisões foram tomadas de forma unânime pelos conselheiros, refletindo um esforço conjunto para melhorar o acesso à moradia no Brasil. O governo, por meio do Ministério das Cidades, busca atender a demanda habitacional, especialmente em um ano eleitoral, quando a meta inicial de 750 mil moradias pode ser ampliada para até 850 mil.

O financiamento habitacional é uma das principais estratégias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para promover a inclusão social e garantir que mais famílias tenham acesso à casa própria. O programa, que foi relançado recentemente, visa atender tanto famílias de baixa renda quanto aquelas de classe média.

É importante ressaltar que, nas faixas 3 e 4, não há subsídios, ao contrário das faixas 1 e 2, que recebem R$ 12 bilhões em descontos anuais nos contratos a fundo perdido. As alterações foram motivadas por solicitações do setor da construção civil, que buscava uma correção dos valores de acordo com a inflação e o aumento do custo de vida.

Os conselheiros do FGTS expressaram preocupação com o impacto de medidas governamentais, como saques emergenciais e empréstimos, nas contas do Fundo. Projeções apontam que o FGTS poderá enfrentar uma retirada de até R$ 60,8 bilhões nos próximos cinco anos, o que pode afetar a sustentabilidade do programa.

O orçamento aprovado para habitação em 2026 é de R$ 160,5 bilhões, com uma previsão de redução para R$ 155,5 bilhões nos anos seguintes. Essa situação exige uma gestão cuidadosa dos recursos do FGTS, que é essencial para a continuidade do programa Minha Casa Minha Vida e para o atendimento das necessidades habitacionais da população.

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