Próximos à corrida presidencial, Zema e Santos questionam a credibilidade de Flávio após revelações sobre ex-banqueiro.
21 de Maio de 2026 às 14h24

Zema e Renan Santos criticam explicações de Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro

Próximos à corrida presidencial, Zema e Santos questionam a credibilidade de Flávio após revelações sobre ex-banqueiro.

Os pré-candidatos à presidência, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), manifestaram críticas contundentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a respeito de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ambos afirmaram que as explicações dadas por Flávio não são convincentes e levantam dúvidas sobre sua credibilidade.

A polêmica ganhou força após a divulgação de um áudio em que Flávio pede recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última terça-feira, 19, Flávio confirmou que visitou Vorcaro em sua residência em novembro do ano passado, logo após a primeira prisão do banqueiro.

Flávio alegou que a visita teve como objetivo “colocar um ponto final nessa história” e que, se soubesse da gravidade da situação, teria buscado outro investidor. “Se o banqueiro tivesse avisado que a situação era grave, eu teria ido atrás de outro investidor”, declarou.

Durante um evento em Blumenau (SC), Zema criticou a falta de uma explicação convincente sobre a relação entre Flávio e Vorcaro. “É um fato lamentável o que estamos vendo. Não há uma explicação convincente. Ter credibilidade é fundamental para governar um Estado ou país. Espero que tudo isso seja muito bem esclarecido”, afirmou.

O ex-governador de Minas Gerais também minimizou a repercussão das críticas nas alianças políticas locais, mencionando que o diretório do Novo em Santa Catarina considerou sua primeira crítica como “precipitada”. Zema ressaltou que ninguém no partido estava ciente do contato de Flávio com Vorcaro, insinuando que o Partido Novo foi traído pela situação.

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“Ninguém do Novo foi avisado que ele tinha contato com Vorcaro. Todos nós do Novo supúnhamos que isso não existia. Se alguém foi traído nessa história, foi o Partido Novo”, disse Zema, que ainda afirmou não ter nenhum contato com Vorcaro, apesar de residir na mesma cidade do banqueiro.

Renan Santos, por sua vez, utilizou suas redes sociais para afirmar que Flávio precisa de ajuda e não possui condições de ser “pré-candidato a absolutamente nada”. “Alguém precisa pegar ele e levar para uma clínica”, sugeriu, questionando a veracidade das alegações de Flávio sobre sua visita ao banqueiro.

“Se você tem mais de 10 anos e não acredita em coelhinho da Páscoa, você não acreditou nessa história. Nenhuma pessoa em sã consciência acredita que alguém foi à casa de outra pessoa apenas para avisar que não fará mais negócios com ela”, declarou Santos.

Por outro lado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), adotou uma postura mais cautelosa, ressaltando a importância de Flávio prestar contas à sociedade, mas evitando críticas diretas. “Quem tem problema, seja no Supremo, na Câmara, no Senado, deputado, vereador ou prefeito, que preste contas de seus problemas. Não cabe a cada pré-candidato fazer juízo de valor das pessoas”, afirmou Caiado em coletiva de imprensa após um evento em São Paulo.

As declarações de Zema e Santos refletem um cenário de crescente tensão entre os pré-candidatos à presidência, à medida que se aproximam as eleições. A relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, agora sob os holofotes, pode impactar significativamente sua trajetória política e as alianças que busca formar.

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