Apple eleva preços de MacBooks e iPads em até 25% devido à crise de chips
Aumento reflete a escassez de componentes e a alta demanda por tecnologia de inteligência artificial.
A Apple anunciou um aumento significativo nos preços de seus produtos, incluindo MacBooks e iPads, nesta quinta-feira (25). A empresa, que é uma das líderes no setor de eletrônicos de consumo, justificou a medida pela crescente dificuldade em manter os preços estáveis diante da escassez de chips de memória e armazenamento, exacerbada pela demanda crescente por infraestrutura de inteligência artificial.
Os novos preços, que variam entre 15% e 25%, refletem a pressão que a indústria de tecnologia enfrenta devido ao que tem sido chamado de 'RAMageddon'. Esse termo se refere à crise de fornecimento de componentes eletrônicos, que tem afetado não apenas a Apple, mas todo o mercado de eletrônicos. A escassez de chips de memória, essenciais para o funcionamento de dispositivos como smartphones e computadores, levou a um aumento exponencial nos custos de produção.
Tim Cook, CEO da Apple, comentou sobre a situação em um comunicado: “Nunca vimos um aumento de preço de componentes tão grande e tão rápido. Temos protegido nossos clientes até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços de vários produtos.”
Entre os produtos afetados, o MacBook Neo, o modelo de entrada da empresa, teve seu preço elevado de US$ 599 para US$ 699. O MacBook Air agora custa US$ 1.299, um aumento de US$ 200, enquanto o MacBook Pro teve um reajuste de US$ 300, passando a custar US$ 1.999. Os iPads também sofreram alterações significativas: o iPad Air, por exemplo, agora inicia em US$ 749, um aumento de US$ 150.
Embora a Apple tenha conseguido manter os preços dos iPhones inalterados por enquanto, analistas da indústria alertam que a pressão sobre os custos pode se intensificar. A demanda por chips de memória tem aumentado drasticamente, à medida que empresas de tecnologia investem em data centers para suportar aplicações de inteligência artificial, o que tem desviado a oferta de componentes que antes eram utilizados em produtos de consumo.
Além dos computadores e tablets, a Apple também anunciou aumentos nos preços de outros produtos, como o alto-falante inteligente HomePod e o decodificador Apple TV. O impacto no mercado foi imediato, com as ações da empresa caindo quase 5% após o anúncio.
O cenário atual não é exclusivo da Apple. Outras fabricantes de eletrônicos, como Dell e HP, também estão enfrentando pressões semelhantes e já sinalizaram possíveis aumentos de preços em seus produtos. A escassez de chips de memória está se tornando uma preocupação crescente para toda a indústria, que pode ver seus custos aumentarem ainda mais nos próximos meses.
Os analistas preveem que a situação deve continuar desafiadora, já que a demanda por tecnologia de inteligência artificial não mostra sinais de desaceleração. A chamada 'chipflation', um termo utilizado para descrever a inflação causada pela escassez de semicondutores, pode levar a um aumento contínuo nos preços de dispositivos eletrônicos, mesmo na ausência de inovações significativas entre as gerações de produtos.
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