Decisão mantém limite de 35% para benefícios extras e exige relatório do CNJ em 30 dias
30 de Junho de 2026 às 17h57

STF autoriza pagamento retroativo de penduricalhos a juízes e procuradores

Decisão mantém limite de 35% para benefícios extras e exige relatório do CNJ em 30 dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (30) permitir o pagamento retroativo de verbas indenizatórias a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. A nova determinação foi aprovada após o julgamento virtual de recursos que contestavam a decisão anterior da Corte, que havia estabelecido um teto de 35% para esses pagamentos.

Em março deste ano, o STF havia vetado o pagamento retroativo e imposto limites para as indenizações, gratificações e auxílios. Com o novo entendimento, os valores referentes a períodos anteriores poderão ser reestabelecidos, desde que respeitem o teto fixado anteriormente.

Os votos favoráveis à nova decisão foram dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia. A proposta foi bem recebida, mas gerou divergências entre os ministros.

Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se posicionaram a favor da liberação total dos pagamentos retroativos, sem a limitação de 35% estabelecida pela Corte. Eles argumentaram que a restrição impõe um ônus excessivo aos beneficiários.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Com a nova decisão, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá um prazo de até 30 dias para encaminhar ao STF uma relação das verbas e gratificações que eram pagas antes da aplicação das novas regras. Após essa etapa, o resultado do julgamento será aplicado aos casos em análise.

Os chamados “penduricalhos” referem-se a benefícios adicionais que não são contabilizados dentro do teto remuneratório constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. Esses valores adicionais são limitados a 35% do salário dos ministros do STF, que serve como referência para o teto do funcionalismo público.

Na prática, isso significa que juízes, promotores e procuradores poderão receber até cerca de R$ 62,5 mil mensais, considerando o salário-base e os benefícios autorizados. A decisão do STF representa um importante desdobramento nas questões relacionadas às verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público.

As discussões em torno dos penduricalhos e suas implicações financeiras para os servidores públicos têm sido um tema recorrente nas pautas do STF, refletindo a complexidade das relações entre a administração pública e os direitos dos servidores.

Veja também:

Tópicos: