Feridos permanecem em 16.740 e cerca de 38 mil pessoas estão em acampamentos temporários.
13 de Julho de 2026 às 16h17

Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 4.561, com milhares desabrigados

Feridos permanecem em 16.740 e cerca de 38 mil pessoas estão em acampamentos temporários.

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para pelo menos 4.561, conforme anunciou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, nesta segunda-feira (13). O desastre natural ocorreu em 24 de junho, quando dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5 afetaram principalmente a cidade litorânea de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram danificados, resultando em 190 desabamentos.

Além dos mortos, o número de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.9 mil pessoas estão desalojadas e 20,2 mil se encontram em acampamentos temporários. As equipes de socorro, incluindo grupos brasileiros, realizaram missões humanitárias no país, com o objetivo de resgatar sobreviventes. Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), informou que 14 pessoas foram resgatadas.

Cerca de 2,4 mil socorristas internacionais ainda estão na Venezuela, realizando buscas por vítimas entre os escombros. O governo local não divulgou um número oficial de desaparecidos, mas estimativas de iniciativas públicas apontam que quase 30 mil pessoas ainda estão sendo procuradas.

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A situação nos abrigos temporários é crítica, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertando sobre a falta de saneamento básico e acesso à água potável, o que pode propiciar a disseminação de doenças como cólera e sarampo. A OMS está colaborando com o Ministério da Saúde da Venezuela para conter o avanço de enfermidades respiratórias e intestinais.

As Nações Unidas estimam que 1,3 milhão de venezuelanos necessitam de ajuda humanitária após os terremotos. Para atender a essa demanda, foram mobilizados cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) para operações no país.

O governo venezuelano anunciou que a distribuição de moradias para os afetados começará na próxima semana. No entanto, a falta de infraestrutura e a superlotação nos abrigos temporários continuam a ser um grande desafio para as autoridades e organizações humanitárias.

As buscas por vítimas continuam, e a situação permanece crítica para os sobreviventes, que enfrentam não apenas a perda de entes queridos, mas também a luta diária pela sobrevivência em condições adversas.

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