Comitê de Política Monetária decidiu pela redução de 0,25 ponto percentual, em meio a cenário de desaceleração da inflação.
06 de Agosto de 2026 às 16h53

Banco Central reduz Selic para 14% ao ano em quarto corte consecutivo

Comitê de Política Monetária decidiu pela redução de 0,25 ponto percentual, em meio a cenário de desaceleração da inflação.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (5) uma nova redução na taxa Selic, que passa de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo na taxa básica de juros, que já havia caído 1 ponto percentual desde o início do atual ciclo de cortes, em março.

A decisão foi unânime e reflete um cenário de desaceleração da inflação e melhora nas condições cambiais. O Copom destacou que a medida visa garantir a convergência da inflação à meta estabelecida, ao mesmo tempo que busca estimular a atividade econômica.

Nos últimos meses, a Selic havia permanecido em 15% ao ano durante um período prolongado, o maior patamar em quase duas décadas, entre junho de 2025 e março de 2026. A atual redução é vista como uma resposta às incertezas globais, incluindo os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de commodities e a cadeia de suprimentos.

Em nota, o Copom ressaltou que a magnitude total do ciclo de calibração da política monetária será ajustada conforme novas informações se tornem disponíveis, visando assegurar a estabilidade econômica. O comitê também enfatizou a necessidade de monitorar a evolução dos preços e a política fiscal.

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Apesar da redução, o Banco Central mantém uma postura cautelosa, considerando que a inflação ainda se encontra acima do limite superior da meta. As expectativas de inflação para 2026 e 2027 permanecem em 5% e 4,2%, respectivamente, segundo a pesquisa Focus.

Além disso, o Copom expressou preocupação com os riscos que podem pressionar os preços para cima, como a possibilidade de expectativas de inflação desancoradas, os efeitos climáticos sobre a agricultura e a energia, e a volatilidade nos mercados internacionais.

O cenário externo, marcado por conflitos e incertezas econômicas, também exige cautela por parte do Brasil, que precisa estar atento às flutuações nos preços de ativos e commodities. O Banco Central continuará a acompanhar de perto os efeitos da política fiscal sobre a inflação e os juros.

Embora tenha promovido a quarta redução consecutiva, o Copom não especificou a magnitude dos próximos cortes na Selic, afirmando que novas decisões dependerão da análise dos indicadores econômicos que serão divulgados nas próximas reuniões.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e os demais membros do comitê votaram pela redução, destacando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas atuais.

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