Rui Pimenta, presidente do PCO, é alvo de operação da Polícia Federal por irregularidades
A Polícia Federal deflagrou a Operação Causa Própria, investigando o uso irregular de recursos públicos pelo PCO e afastando Rui Pimenta.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 11, a Operação Causa Própria, que investiga possíveis irregularidades no uso de recursos públicos pelo Partido da Causa Operária (PCO). O presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
A operação teve início após a identificação de indícios de irregularidades nas prestações de contas do partido. A investigação aponta que o PCO pode ter realizado pagamentos indevidos a empresas contratadas, levantando suspeitas sobre a gestão financeira da legenda.
De acordo com os documentos do inquérito, Rui Pimenta desempenha um papel central na administração dos recursos do partido, sendo responsável pela definição das contratações que estão sob análise. Entre os pagamentos questionados estão cerca de R$ 900 mil destinados à Digiartegraphics Gráfica Ltda. e R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, ambos em 2022, além de mais de R$ 365,9 mil à Dauzaker Edições e Impressões, entre 2017 e 2020.
A investigação também revelou indícios de uma estrutura voltada para o uso irregular de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Os valores teriam sido utilizados para contratar pessoas físicas e jurídicas ligadas à estrutura do partido, incluindo familiares de dirigentes e militantes.
Além das buscas, a PF solicitou o afastamento cautelar de Rui Pimenta das funções de gestão do PCO. Essa medida visa impedir que ele continue a administrar o partido enquanto as investigações estão em andamento.
A operação foi motivada por análises realizadas pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (ASEPA) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que identificou inconsistências nas prestações de contas do PCO. Entre os problemas encontrados estão contas não prestadas e pareceres técnicos que indicam desaprovação em diferentes exercícios financeiros.
As ações da PF incluem o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rui Pimenta, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Eleitoral, como bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens.
Os crimes apurados pela PF podem configurar apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, com a possibilidade de que outras infrações sejam identificadas ao longo das investigações.
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