Banqueiro, preso ao tentar deixar o Brasil, teria comunicado ao Banco Central sobre negociações e viagem programada
25 de Novembro de 2025 às 23h13

Defesa de Daniel Vorcaro afirma que BC foi informado sobre venda do Banco Master e viagem a Dubai

Banqueiro, preso ao tentar deixar o Brasil, teria comunicado ao Banco Central sobre negociações e viagem programada

A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, declarou que o banqueiro notificou o Banco Central (BC) sobre a venda da instituição ao Grupo Fictor e sobre sua viagem a Dubai, marcada para o dia 17 de novembro, data em que foi preso.

Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A prisão ocorreu em meio a uma operação que visava evitar sua fuga do país.

Segundo os advogados de Vorcaro, o banqueiro se reuniu com o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, em uma videoconferência no mesmo dia de sua detenção. Durante a reunião, ele teria informado sobre as tratativas para a venda do Banco Master e a viagem programada para a assinatura do contrato com investidores estrangeiros.

Os representantes da defesa afirmam que Vorcaro comunicou ao BC que a venda do banco seria anunciada até o final do dia 17 de novembro e que a viagem a Dubai tinha como objetivo formalizar a transação com um grupo de investidores.

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“Na reunião, ele expôs as diversas tratativas para a venda, buscando soluções de mercado para o Conglomerado Master”, afirmaram os advogados em nota. Eles também destacaram que a reunião com o BC foi antecipada a pedido de Vorcaro, que pretendia divulgar a venda antes de sua viagem.

A defesa apresentou documentos que corroboram a comunicação feita ao BC, incluindo comprovantes de reserva em um hotel em Dubai, para afastar as alegações de que ele estava tentando fugir do país.

Após sua prisão, Vorcaro foi transferido para uma penitenciária na Grande São Paulo. A defesa já protocolou um novo pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça, que ainda não foi julgado.

As investigações da Polícia Federal apontam que o Banco Master pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões em operações fraudulentas envolvendo carteiras de crédito. A situação levou ao afastamento de executivos do Banco de Brasília (BRB), que também estão envolvidos nas apurações.

O Banco Central, por sua vez, não se manifestou sobre as alegações da defesa até o fechamento desta matéria.

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