Carnaval com pet: 8 dicas para curtir sem risco e estresse
Calor, barulho e multidão podem causar fuga, intoxicação e pânico. Veja como se preparar, proteger o animal e saber a hora de voltar.
Levar cães e gatos para blocos e festas de Carnaval virou tendência em cidades como São Paulo, mas veterinários alertam que o ambiente pode ser perigoso para muitos animais. Mesmo eventos divulgados como “pet-friendly” reúnem fatores que elevam o risco de acidentes, como música alta, aglomeração, calor intenso e lixo nas ruas. Por isso, antes de sair, a primeira recomendação é avaliar se o passeio realmente faz sentido para o perfil do pet.
Nem todo pet é “pet de bloco”
Em geral, pets idosos, ansiosos, reativos, braquicefálicos (como pug e bulldog), cardiopatas e animais com histórico de fuga não são bons candidatos para esse tipo de programa. Nesses casos, o mais seguro costuma ser ficar em casa, com companhia, rotina mais previsível e enriquecimento ambiental. O erro mais comum é insistir no passeio por vontade do tutor, ignorando sinais claros de estresse do animal.
Calor pode virar emergência em minutos
Em fevereiro, a combinação de temperatura alta, umidade e asfalto quente pode levar rapidamente à hipertermia, um quadro perigoso que pode evoluir para colapso. O tutor deve levar água, oferecer em intervalos curtos, buscar sombra e fazer pausas longas. Se o pet apresentar ofegância fora do normal, salivação excessiva, fraqueza, vômitos ou desorientação, a recomendação é encerrar o passeio imediatamente.
O chão do Carnaval é cheio de armadilhas
As patas merecem atenção extra. O chão em áreas de festa costuma ter vidro quebrado, latinhas, espetinhos, confetes metálicos e outros objetos perfurocortantes. Além disso, o asfalto pode causar queimaduras nos coxins. A recomendação é evitar horários de sol forte, escolher locais menos sujos e fazer uma inspeção cuidadosa ao final do passeio, limpando patas e pelo antes de voltar para casa.
Barulho é gatilho para pânico e fuga
Mesmo quando não há fogos, caixas de som, apitos e gritos podem desencadear pânico e reações de fuga. Por isso, o ideal é manter distância das áreas com som amplificado e nunca usar guia extensível em multidão. A orientação mais segura é optar por guia curta e peitoral bem ajustado, preferencialmente modelos com maior proteção contra escapadas.
Identificação é o que salva quando algo dá errado
Plaquinha com telefone, microchip e uma foto recente no celular são medidas simples que ajudam na recuperação em caso de desaparecimento. Em blocos, o risco de o pet se assustar e correr aumenta, e um peitoral frouxo pode virar a porta de saída para um acidente. Um bom ajuste deve permitir dois dedos entre o corpo e a tira, sem folga excessiva.
Intoxicação acontece por “beliscos” e boa intenção
A intoxicação é comum em ambientes festivos. Restos de comida, bebida alcoólica, lixo no chão e a boa intenção de desconhecidos oferecendo petiscos podem resultar em vômitos, diarreia e quadros mais graves. O tutor deve evitar que o animal coma na rua, orientar pessoas a não alimentarem e manter supervisão constante, especialmente em áreas com churrasco, vidro e objetos pequenos.
Fantasia só se for leve, segura e testada antes
Para quem quer fantasiar o pet, o cuidado precisa ser redobrado. Acessórios que apertam o pescoço, restringem movimentos ou aumentam o calor corporal podem ser perigosos. Peças com glitter, lantejoulas soltas, elásticos apertados ou partes pequenas podem ser arrancadas e engolidas. O ideal é testar a fantasia em casa antes e desistir se o animal demonstrar incômodo.
Tenha um plano de saída e saiba a hora de voltar
Especialistas recomendam que o tutor tenha um plano de saída e um plano de emergência. Definir um ponto de recuo mais silencioso, limitar o tempo do passeio e garantir transporte seguro é parte do cuidado. Se o pet já tem medo de barulho ou ansiedade, a orientação é conversar com um veterinário antes do Carnaval, porque automedicação pode piorar o quadro e o manejo correto depende do histórico do animal.
Mesmo com todos os cuidados, a recomendação principal continua sendo simples: se o animal não estiver confortável, o melhor programa é aquele que termina mais cedo. No Carnaval, segurança e bem-estar precisam vir antes da foto perfeita.
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