Mercado financeiro reduz projeção do IPCA para 3,91% e eleva expectativa do PIB
Relatório Focus do Banco Central indica queda na inflação e crescimento da economia em 2026.
A mediana das projeções dos economistas para a inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi reduzida pela sétima semana consecutiva, passando de 3,95% para 3,91%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central (BC) no relatório Focus, que reúne estimativas coletadas até a última sexta-feira (20).
Além da expectativa de inflação, o relatório também trouxe novidades em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e à taxa básica de juros, a Selic. Para o PIB de 2026, a mediana das projeções subiu de 1,80% para 1,82%, refletindo uma leve expectativa de crescimento na economia brasileira.
Para 2027, a previsão de crescimento do PIB permanece em 1,80%, enquanto para 2028, a expectativa é de uma expansão de 2%, valores que se mantiveram estáveis nas últimas semanas.
Em relação à Selic, a taxa básica de juros teve sua projeção reduzida de 12,25% para 12,13% ao final de 2026. Para 2027, a expectativa se mantém em 10,50%, e para 2028, a previsão é de 10%. Essa redução na Selic é vista como uma medida para estimular a economia e controlar a inflação.
O relatório Focus também trouxe informações sobre o câmbio. A mediana das projeções para o dólar caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45 para o final de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa se mantém em R$ 5,50.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece uma meta de inflação de 3% para este ano, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que a meta será considerada cumprida se a inflação ficar entre 1,5% e 4,5%.
Os dados do Focus são importantes para entender as expectativas do mercado em relação à economia brasileira, uma vez que são coletados de mais de 100 instituições financeiras e refletem a visão dos analistas sobre a inflação, juros e crescimento econômico.
O boletim Focus é divulgado semanalmente e serve como um termômetro das expectativas econômicas, sendo uma ferramenta fundamental para o acompanhamento da política monetária do país.
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