Pedidos de prisão preventiva foram protocolados na CPMI do INSS e na PGR, envolvendo parentes do presidente Lula.
26 de Fevereiro de 2026 às 08h37

Deputados solicitam prisões de Lulinha e Frei Chico em investigação do INSS

Pedidos de prisão preventiva foram protocolados na CPMI do INSS e na PGR, envolvendo parentes do presidente Lula.

A CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (25) com a apresentação de pedidos de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, que são, respectivamente, filho e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As solicitações foram feitas pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras da criação da comissão.

No documento, a parlamentar argumenta que há “risco concreto de fuga e de frustração da aplicação da lei penal” no caso de Lulinha, especialmente após a informação de que ele teria viajado para Madri, na Espanha, onde reside atualmente. “A saída de Fábio Luís Lula da Silva do país em meio às investigações revela um quadro de perigo real de evasão do distrito da culpa”, justificou a deputada.

“Assegurar a aplicação da lei penal (risco de fuga): a saída de Fábio Luís Lula da Silva do país em meio às investigações, somada a notícias sobre pedidos de medidas cautelares pessoais, revela quadro de perigo real de evasão do distrito da culpa”, afirmou a deputada.

Além do pedido relacionado a Lulinha, a deputada também solicitou a prisão preventiva de Frei Chico, citando o risco de “influência sobre testemunhas”, “destruição de provas” e “risco concreto de continuidade delitiva” como justificativas para a medida.

Em paralelo, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) também solicitando a prisão preventiva de Lulinha. O requerimento se baseia em delações premiadas de ex-dirigentes do INSS, que mencionaram o filho do presidente como suposto envolvido em um esquema de fraudes na autarquia.

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Os ex-servidores do INSS, que estão sob investigação, são apontados como centrais no caso conhecido como “farra do INSS”. De acordo com as informações, eles teriam firmado acordos de colaboração premiada e mencionado Lulinha e outros políticos como participantes do esquema.

A defesa de Lulinha, por sua vez, desqualificou as acusações, chamando-as de “factóides” e ressaltou que o filho do presidente não tem qualquer relação com os ex-dirigentes do INSS ou com as fraudes investigadas.

“Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”, afirmaram os advogados do empresário.

O caso ganhou destaque na mídia nacional, especialmente após a divulgação de que os ex-procuradores do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, estão negociando delações premiadas. A investigação apura a atuação de empresários e agentes públicos em um esquema de fraudes que teria causado prejuízos significativos ao sistema previdenciário.

A CPMI do INSS continua a ouvir testemunhas e a investigar as alegações, enquanto os pedidos de prisão de Lulinha e Frei Chico permanecem sob análise das autoridades competentes. A expectativa é que novas informações surjam nas próximas sessões da comissão, que busca esclarecer a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos.

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