A terceira fase da Operação Rent a Car foca em assessores do deputado, que já foi alvo de investigações anteriores.
01 de Julho de 2026 às 08h31

Operação da PF investiga aliados de Sóstenes Cavalcante por desvios de cota parlamentar

A terceira fase da Operação Rent a Car foca em assessores do deputado, que já foi alvo de investigações anteriores.

A Polí­cia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 1º, a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II. A ação tem como alvo assessores do deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, e investiga um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, com o objetivo de coletar e preservar elementos de prova relacionados a possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Embora Sóstenes não seja alvo desta fase da operação, ele já foi investigado em etapas anteriores. Em dezembro do ano passado, a PF apreendeu R$ 430 mil em espécie em um apartamento do deputado, que afirmou que o valor era proveniente da venda de um imóvel. Entretanto, a versão apresentada pelo parlamentar gerou desconfiança entre os investigadores.

Na nova fase da operação, a PF foca em um advogado e outras pessoas ligadas a Sóstenes, que supostamente foram responsáveis por sacar o dinheiro apreendido e por tentar fraudar a investigação ao criar uma versão alternativa sobre a origem dos recursos.

As investigações indicam que o contrato apresentado para justificar a origem do dinheiro apreendido não era verdadeiro. A PF também apura indícios de que houve tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.

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De acordo com a PF, a operação busca aprofundar as investigações relacionadas a um possível esquema que envolve agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha o desenrolar das investigações. O objetivo é garantir a integridade das provas coletadas e a responsabilização dos envolvidos.

Na fase anterior da operação, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado Carlos Jordy, também do PL, que negou qualquer envolvimento em irregularidades. As investigações têm se concentrado em assessores dos parlamentares e na análise de contratos relacionados à locação de veículos.

Os desdobramentos da Operação Rent a Car revelam a complexidade de um esquema que, segundo a PF, pode ter envolvido a emissão de notas fiscais fictícias por locadoras de veículos, além de outros possíveis desvios de recursos públicos.

As investigações continuam em andamento, e a PF promete manter a sociedade informada sobre os avanços e resultados das ações realizadas.

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